3 de maio de 2010

Alma congelada garganta em chamas.


A noite que me cerca, faz lembrar teus esplêndidos cabelos negros ao cair em ombros largos, macios.Como um grito de reconhecimento ,as  chamas profundas de minha garganta  imploram seu nome,lembrar seus olhos ao contemplar as estrelas é o acaso passo a passo em um corte lente profundo, e uma cicatriz se faz presente.
Pleno inverno,tudo se congela ate minha alma,a garganta ainda em chamas grita,implora,destroçar,pune meu medo em um só nome.- Não temo  a  sua tormenta ! Diz aquela decaída ao chão,segurando as chaves que abrem os portões do labirinto,que ao cruzar  sujeita-se a conviver diariamente ao violento e estrondoso trovão  que  da garganta em chamas clama apenas por um nome.
Ela tenta respirar enchendo os pulmões de  vida,mas sente dificuldade em deixar qualquer lucidez entrar.Um sonho mal resolvido,um beijo dado naquele encontro que não aconteceu ,a distancia sórdida purificando o mal que dentro da alma congelada  naquela noite  que cerca a morbidez embriagada, do  sorriso daquela que eu  não pude ver.


Paula Ribeiro....

Um comentário:

  1. 'Pleno inverno,tudo se congela ate minha alma,a garganta ainda em chamas grita,implora,destroçar,pune meu medo em um só nome..' mto bonito!
    dps eu qro um texto soh pra mim *-*
    Diego

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